quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Personalidade Borderline? O que é isso?

Bom dia! Hoje estou retomando minhas postagens por aqui!
Um beijo em todos!


Personalidade é definida pelos traços emocionais e comportamentais do ser humano, que são desenvolvidos e formados ao longo da vida.
Transtorno de personalidade ocorre quando esses traços são mal adaptativos, ajustados, e muito inflexíveis, que prejudicam o ser humano nas situações do dia a dia, causando  sofrimento nele, e em suas relações. Geralmente aparecem no início da idade adulta, e permanecem a vida inteira se não tratar. As causas são múltiplas, informalmente relacionadas as vivências infantis e as da adolescência.
O tratamento é demorado, e se combinado com a farmacologia tende a ter bons resultados.
Exitem alguns transtornos de personalidade. Hoje falaremos sobre BORDERLINE

O paciente que desenvolve transtorno de personalidade borderline têm visão de si como vulnerável, desamparado, fora de controle, indigno de amor, mau, destituído do apoio emocional; acredita que os outros o vejam como poderosos, amorosos e perfeitos, ou ainda como rejeitadores, controladores e abandonadores; suas principais crenças são: "não consigo enfrentar as coisas sozinho", "preciso de alguém em quem confiar", "não tolero sentimentos desagradáveis", "se confiar em alguém serei maltratado, considerado insignificante e me abandonarão", "a pior coisa possível seria o abandono", "é impossível me controlar", "eu mereço ser punido". E as estratégias principais desses pacientes são: Subjugar as próprias; mostrar necessidade para manter conexão; protestar dramaticamente, ameaçar ou tornar-se punitivo em relação àqueles que sinalizam possível rejeição; aliviar a tensão por meio da automutilação e do comportamento autodestrutivo; tentar suicídio como escape.

Os aspectos de funcionamento da pessoa, incluindo auto imagem, afeto e comportamento são instáveis; a dependência emocional que ela causa e eventualmente cobra das pessoas ao seu redor são muito grandes. O sentimento de desamor e desamparo causam na sua impulsividade más relações interpessoais.

A terapia cognitivo comportamental vêm obtendo avanços no tratamento, combinado à intervenção farmacológica.

Se você tem dúvidas, entre em contato. Se conhece alguém que possui esse tipo de padrão comportamental e emocional, sugira tratamento.


Não há nada mais dolorido do que não tratar e alimentar o sintoma.


Terapia cognitiva dos transtornos da personalidade - Aeron T. Beck; Arthur Freema; Denise D. Davis e colaboradores

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

18 de janeiro - Dia internacional do Riso!

Pois ainda nos dias de hoje, rir acaba sendo um dos melhores remédios!
Então não perca tempo com bobagens e torne este momento mais gostoso...
Ria do nada.
E ria muito.

E mais...
Ria de você... pois como dizia Saint Simon: "Quem sabe rir de si mesmo, se diverte muito mais."

E as coisas não são perfeitas, as pessoas também não são. Então de que adianta viver rancoroso, estressado, nervoso, enraivecido, de mau humor, se isso não leva a nada, e o afasta das pessoas cada vez mais?

O riso, por mais difícil que possa vir, ele atrai energias positivas. Tente!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Outros olhares para a loucura!

A loucura é assustadora.  
Talvez não os corriqueiros gestos de desvario, a pequena insanidade cotidiana tão familiar à maioria das pessoas - que vez ou outra implica dizer ou fazer aquilo que desafia o bom senso. Esta, não raro, tem lá seus méritos: é motivo de algum orgulho, pois nos lembra que é possível ter um pouco de autonomia - e ainda que seja ilusória, na maior parte das vezes funciona como válvula de escape de desconforto e opressões dos quais pode até ser saudável se ausentar em algumas situações.
Na mitologia grega, a loucura recai sobre Hércules como uma maldição lançada pela deusa Hera e durante um surto ele mata os filhos e a mulher, Mégara. Voltando a si, recorre ao oráculo de Delfos, buscando alento para sua dor. Recebe, então, a incumbência de realizar seus 12 famosos trabalhos. Segundo esse olhar, a insanidade é provocada por forças acima da condição humana e pode acarretar enorme sofrimento, mas ser reparada pelo esforço e empenho. Já na Odisseia, Ulisses simula um acesso de loucura - mas o engodo é descoberto quando o herói salva seu filho da morte, revelando assim que tinha consciência do mundo ao redor.
Histórias que envolvem insanidade não faltam. Na literatura, no cinema e em obras de arte o tema é recorrente. Na ficção personagens ensandecidos costumam ser bastante interessantes. Já na prática o fantasma da perda da razão (seja a nossa, seja daqueles que estão muito próximos de nós) é bastante assustador. Talvez justamente para dominar esse desconforto sempre foi uma preocupação de especialistas classificar manifestações e sintomas dos transtornos. Com o objetivo de melhor compreender esse universo obscuro, na segunda metade do século XIX o psiquiatra alemão Emil Kraepelin (1856 - 1926) apresentou uma divisão das doenças mentais em sua obra Psiquiatria - Um manual para estudantes e médicos. Foi a primeira sistematização de doenças mentais válida ainda hoje.
O DSM, e CID, valorizam a a vivência do paciente e seu entendimento da própria patologia - o que talvez favoreça diagnósticos mais precisos. Porém, não vamos nos enganar: um catálogo de doenças não pode, por si só, tornar o melhor atendimento em saúde mental. Mas a perspectiva de ampliar a compreensão clínica para que o ser humano seja tratado de maneira integral parece ter sempre uma boa notícia.
Que os olhares também possam ser múltiplos - e as barreiras da intolerância, mais flexíveis.

Glaucia Leal, editora Mente e Cérebro (anoXVII - n 207, abril 2012)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Os estados da tristeza..


Daqui a 20 anos a depressão deverá afetar mais pessoas que o câncer ou as doenças cardíacas, constituindo a segunda maior causa de comprometimento funcional e gerando altos custos econômicos e sociais. Essa estimativa surpreendente da Organização Mundial da Saúde dá o que pensar. Seriam os estados depressivos hoje mais diagnosticados que antes? Ou estaríamos mais suscetíveis ao transtorno, em razão do estresse e do isolamento cada vez maiores a que estamos submetidos?
Ainda que os métodos diagnósticos e as neuroimagens tenham avançado muito nas últimas décadas, possibilitando acesso inimaginável ao cérebro, há muito que descobrir sobre a mente humana. As causas das neuropatologias ou dos transtornos mentais, por exemplo, continuam a intrigar pois, mesmo que se identifiquem alterações genéticas, estruturais ou bioquímicas, elas, por si sós, não explicam o processo patológico como um todo. Por isso hoje já não se fala em uma etiologia, mas em causas multifatoriais que, em conjunto, deflagram alterações funcionais ou sintomas.
Sendo o cérebro um órgão plástico, permeável aos estímulos e por isso passível de modificar em sua estrutura e funcionamento, ele certamente sofre as pressões externas e se ressente disso. Uma das formas de ressentimento cerebral é falhar na comunicação celular. Esse diálogo entre neurônios se produz numa rede bastante complexa de circuitos de neurotransmissão sináptica. Como cada um é altamente especializado em uma ou mais funções reativas à memória, cognição, humor e afetos, quando um deles se altera, gera um desequilíbrio bioquímico que, hoje, sabe-se, constitui uma das principais bases cerebrais dos transtornos mentais, como os depressivos.
Diante disso, medicações cada vez mais especializadas são lançadas no mercado. Os antidepressivos de última geração prometem regular múltiplos sistemas de neurotransmissores, como serotonina e noradrenalina, que se encontram reduzidos nas pessoas deprimidas. Pesquisas atuais mostram que também podem ter efeito protetor do cérebro e favorecer a geração de neurônios, fenômeno conhecido como neurogênese. Mas como tudo está interligado no cérebro, mesmo minimizados os efeitos colaterais existem em maior ou menor grau. Assim, dizem os especialistas, o melhor a fazer é associar psicoterapias e medicações, sempre caso a caso e com cautela redobrada para gestantes, bem como para crianças e adolescentes. Quanto a estes últimos o número de afetados por estados depressivos tem crescido todo ano, o que demanda um olhar mais apurado na questão.
Vale ressaltar que tristeza e melancolia são inerentes à nossa existência e mesmo à nossa dinâmica psíquica, como alertam psicanalistas, filósofos e antropólogos. Sem essa ideia no horizonte, corremos o risco de perder as fronteiras entre dor de existir (imprescindível para nos retirar das amarras imaginárias do cotidiano e nos conduzir às verdades interiores) e os estados depressivos (que nos lançam no deserto da solidão e na negatividade irremediável da vida). Mais ainda, ficamos sujeitos a viver em um estado ansioso de busca da felicidade e de prazer a qualquer preço, uma corrida frenética pelo consumo de objetos, afetos e ocupações diárias.

Por Graziela Costa Pinto, editora Revista Mente e Cérebro    - Especial Doenças do Cérebro - Depressão

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

CRISES DE DESAMPARO

A síndrome do pânico é pautada por crises repetidas de ansiedade.
Consulte seu Psicólogo! 


Em geral, a síndrome do pânico surge em situações em que a pessoa fica desprotegida
O ar parece faltar, o coração fica acelerado, o suor empapa a roupa. Esses são apenas alguns sintomas de uma crise de síndrome do pânico, também caracterizada por boca seca, tremores, tonturas e um mal-estar geral, acompanhados pela sensação de que algo terrível vai acontecer. A pessoa sente que pode morrer ou enlouquecer nos minutos seguintes.
Esse transtorno é causado pela chamada ansiedade patológica. De acordo com os psicólogos, a ansiedade é um estado emocional natural, e é completamente normal o sentimento de querer antecipar o futuro para evitar perigos ou tentar controlar danos. O problema fica caracterizado quando essa ansiedade começa a causar sofrimento demais. A preocupação culmina nas crises, e a pessoa fica ainda mais ansiosa porque não sabe quando a próxima vai acontecer. Geralmente, a síndrome do pânico acontece no começo da vida adulta e aparece em situações de estresse, como pressões no trabalho, no casamento ou na família, em que a pessoa se sente desamparada. O transtorno é de duas a quatro vezes mais frequente nas mulheres, mas também pode ocorrer com sinais semelhantes nos homens. É claro que um único episódio de crise de ansiedade não caracteriza a síndrome do pânico, mas crises repetidas levam ao desenvolvimento do transtorno.
A maioria dos pacientes passa por vários médicos de especialidades diferentes em busca de uma resposta e do tratamento para tamanha ansiedade, sem saber ou, às vezes, aceitar, que tantos sintomas físicos sejam provenientes de problemas emocionais. Felizmente, o transtorno tem tratamento, e, quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de recuperação.
Cada caso é especial, mas em geral o tratamento é feito com sessões de psicoterapia e medicamentos. A melhora costuma acontecer entre duas e quatro semanas, mas a recuperação total pode levar em torno de um ano. Raramente há cura espontânea, e apesar de muitas pessoas ainda colocarem em xeque a relevância de complicações psicológicas, a síndrome do pânico deve ser tratada. Caso contrário, ela pode levar a complicações ainda maiores: depressão, desenvolvimento de outros transtornos de ansiedade e abuso de álcool e/ou de sedativos, com prejuízos para a vida profissional, social e familiar.
(Sciam - Revista Mente e Cérebro - Especial Estresse e Ansiedade 6)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Uma flor no meio de algumas pedras!


Assim, vêm surgindo a esperança.
E se em cada pedra pudesse nascer uma flor... hummmm
Porque a esperança é o que deve crescer no coração de todos.
E que em cada gesto, possa emergir um sorriso.
Pois para qualquer dificuldade que o ser humano enfrenta hoje, nós sabemos que sempre há de haver uma saída, uma nova tentativa de mudança.
Assim formam-se os Profissionais Psicólogos, esperançosos.
 Em dias melhores, na possibilidade de ajuda, na aproximação das pessoas, na escuta minuciosa de cada fato, no combate, auxílio e suporte profissional.
Neste dia 27 de agosto, o dia do Psicólogo, venho parabenizar a todos os meus colegas pela escolha em trabalhar buscando amenizar o sofrimento do ser humano.

Espera-se que em cada pedra venha a nascer uma linda flor, como a da imagem.
E lembro que o tempo, embora nós não paramos para pensar nele, está sempre ali, correndo, ele deve ser respeitado, pois o crescimento de uma flor, tem diversas etapas, e uma depende da outra, e da outra, assim ela vai se formando. 
Parabéns aos Psicólogos, e também pelos 50 anos de regulamentação da profissão no Brasil. Eu, fico orgulhosa de ser Psicóloga, e fazer parte de uma corrente tão importante.


Grande beijo, Mariane.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Palestra!

Nos dias 30 e 31 de maio, e 01 de junho realizei uma participação no Projeto "A decisão é sua", da no Colégio Ana Gondin - Laguna, que é de autoria da minha amiga orientadora educacional Denise Farias. A palestra teve como tema o Planejamento Pessoal e Profissional, e foi desenvolvida no .

Cada pessoa que pára e organiza suas metas e etapas que deseja conquistar faz com que seu cérebro automaticamente vá se adaptando e reorganizando sua estrutura psíquica para que esta, consiga a partir de suas ações, conquistar seus objetivos. É expressamente importante planejar. Tudo, todos os dias. Desde uma ida à padaria, com relação ao trabalho, estudos, finanças, relacionamento pessoal, cada detalhe. E essa é uma tarefa que algumas pessoas acham árdua. Há muitos de nós que apresenta grande dificuldade em fazer um planejamento. Para isso os Psicólogos também trabalham com atividades que possam desenvolver as habilidades de cada ser humano, que possam contribuís para que ele reorganize e e tenha um norte com relação aos seus atos.

Planejamento Pessoal e Profissional
Psicóloga Mariane Reinaldo Duarte - CRP 12/10615

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O poder das nossas escolhas!

A cada instante que vivemos, algo está acontecendo.
Os pássaros cantam, os carros passando, as pessoas falando, trabalhando, algumas chorando.
É o movimento.
E as árvores estão lá, naquele lugar.
É indispensável que caia a chuva, para que ela beba água, e fortifique-se, e que venha o sol, para ela crescer, mas também é necessário o adubo, e aí, espera-se que alguém o coloque.
Sem adubo ela vai crescer, não com tanta força, mais vai.
Assim são os seres humanos.
É o movimento.
É necessário que chova, para que se perceba que ele pode crescer, e se fortificar.
Mas também que venha o sol, pois quando ele vem, percebe-se que há luz, que é possível fazer, ou refazer qualquer coisa. E o adubo?
O ser humano vive no meio de relações - inter relações, é certo que este é o maior adubo, o que faz com que o ser humano cresça sempre, de alguma forme, sim.
É o movimento.
Nós temos o poder de, acada segundo realizar escolhas que nos fazem crescer.
E a graça de, adubar quem passar por perto.
As escolhas determinam quem somos, e quem queremos ser.
É o movimento!
Não vamos desperdiçar nosso tempo!

Autoria: Mariane Reinaldo Duarte
Psicóloga CRP 12/10615

quarta-feira, 28 de março de 2012

IESS

O objetivo do IESS é promover qualidade de vida dos clientes proporcionando experiências construtivas e desenvolvendo suas habilidades pessoais para a busca do equilíbrio em suas relações através da psicoterapia.
Buscamos proporcionar a saúde mental, o equilíbrio emocional e o bem estar para os clientes assim como orientação profissional.
O IESS é composto por uma Diretoria Administrativa que coordena e organiza todo o trabalho.
O IESS teve seu início dia 06 de fevereiro e já está um sucesso!
As triagens e novos clientes estão sendo realizadas de segunda a sexta feira, e os atendimentos clínicos estão sendo realizados toda segunda feira.
Nossa busca é por toda a comunidade carente da região, abrangendo crianças, adolescentes, adultos, idosos, casais, famílias, empresas, associações, escolas, hospitais, conselho tutelar...

A sede do projeto é em Tubarão/SC.
Entre em contato conosco para saber mais informações ou realizar indicação;

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Respire!


Esqueça tudo que você está vivendo agora!
Só por uns instantes: E...
Grite muuuuuuuuuuuuuito alto!
C
hore quanto quiser!

Cante as músicas antigas que te lembram momentos!
Ria incontrolavelmente! E riiiiia!
Beba com os amigos e fale besteiras! E tenha amigos!
Fale sozinho, fale com os objetos que estão por perto, fale com as estrelas!
Coma o que tiver vontade!
Durma ao amanhecer!
Acorde ao entardecer!
Beije bastanteee, beije seu amor, sua mãe, seus irmãos, beije aqueles amigos que bebem com você e falam besteiras!!
Faça o que tiver vontade!
Respire profundamente pelo nariz e solte calmamente pela boca!
Sentirás o poder da respiração em sua vida!
Mas acima de tudo:
Lembre-se que o que tiveres que fazer, vai ser sempre, de alguma forma .. para você mesmo!
E mais ... volte a viver o que está vivendo.
Mas saiba cuidar e amar, ou respeitar a todos que estão ao teu redor!
Estes instantes não vão voltar!!!
Não viva esperando que o melhor aconteça, amanhã.
Faça o melhor, seja o seu melhor agora!

Mariane Reinaldo Duarte


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Meta Sistema - início na próxima segunda: 28/11


Se você soubesse usar todo o seu potencial e tornar-se uma versão 100% melhor de si mesmo, como seria a sua vida?
Através da Psicologia Sistêmica e ferramentas de Coaching, construímos o METASISTEMA, um sistema composto de oito ferramentas avançadas de desenvolvimento pessoal e profissional capazes de conduzir uma vida equilibrada focada na definição, ação e realização de metas através de decisões responsáveis, planejamento e organização do conhecimento, finanças, tempo e relacionamentos.
Venha participar do 8METASISTEMA e permitir-se planejar e organizar sua vida pessoal e profissional daqui para frente, conquistando autonomia e responsabilidade em suas atitudes e em suas decisões.

Curso com duração de 20 horas/aula.
Encontros:
28 e 29/novembro
05/06 e 12/dezembro
Das 19h00min às 22h30min.

Psicólogos Organizadores:
Jucemar Honório CRP 12/01672
Kennyly Welter CRP 12/10614
Mariane Reinaldo Duarte CRP 12/10615

Para saber mais detalhes, e valores, contatar:
Mariane: (48) 9182-9482
Kennyly: (48) 9926-0067

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Quando o apoio faz a diferença!

Hoje em dia, diversos estudos e pesquisas de campo envolvendo seres humanos em sua situação de depressão e seus familiares, comprovam que quando há o apoio familiar, o paciente tende a aceitar a psicoterapia e o seu quadro pode vir à mudar.
Alguns autores ressaltam a eficácia da terapia familiar associada a uma alteração da percepção das pessoas que convivem com o paciente, que se tornam mais sensíveis à melhora de suas condições emocionais, o que acaba por criar um círculo virtuoso que acelera sua recuperação. O fato de o atendimento em grupo ter gerado um resultado mais expressivo poderia ser explicado pela oportunidade de os membros da família poderem compartilhar suas experiências com as de outras famílias, sugerem os pesquisadores. (Revista mente e Cérebro Especial Doenças do Cérebro - Depressão, pg 15,2011)
Então assim, para o indivíduo com depressão já é complicado todo o processo de mudar ou tentar mudar toda a sua rotina, mas, quando há os familiares envolvidos e empenhados no processo, há de se entender que esta participação contribui e muito para a melhora do sujeito.
É fato. Então se há um sujeito em sua família que sofre de depressão, preste atenção nele, e se importe em estar com ele na luta para uma vida mais saudável.

Mariane Reinaldo Duarte

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Você enxerga aquilo que você quer!

Tudo o que vivenciamos na vida é uma questão de interpretação.
A maneira como se lida com cada situação no dia-a-dia determina ou pré-determina como se vai filtrar cada momento, e lidar com ele.
Situações de estresse, relacionamentos, filhos, trabalho, lazer, cada instante em que passamos por quaisquer situações tendemos a interpretá-las. E essa interpretação no decorrer da vida, vai depender somente de cada um, e de todo seu estado de espírito naquele momento. Quantas vezes no decorrer do dia pensamos antes de agir?, de dizer alguma coisa?, quantas vezes depois de uma situação, pensamos que poderíamos ter agido diferente?, e quão chata é essa situação de arrependimento, ou frustração por ter feito diferente?!
A vida é feita de escolhas, e cada escolha determina quem podemos nos tornar, e o caminho que posteriormente podemos seguir.
E essas escolhas da vida, que consequentemente afetam nosso dia-a-dia, vão depender somente da interpretação e do jeito como se vê.

Mariane  Reinaldo Duarte

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Auto-sabotagem.


"Há momentos em que os conflitos e os traumas que ocorrem na nossa infância são tão fortes que não podem ser desfeitos. A consequência disso é que algumas pessoas fazem concessões que limitam seu potencial, mas que estão dispostas a aceitar. Elas se acomodam em vez de partir para uma batalha que exigiria muito esforço. Há, por vezes, uma consciência de que os ganhos em manter o status quo são maiores do que o preço pago pela mudança - porque mudança também significa revolução. Mas o ponto importante é: há uma  grande diferença entre estar em situações difíceis que ocorrem sem que a pessoa tenha consciência do que está acontecendo e o reconhecimento de que há alternativas e que é possível efetivar mudanças em comportamentos de auto-sabotagem. Freud escreveu: "Na verdade, eu sempre soube disso; só que isso não me passava pela cabeça." Não é, se não, outra maneira de falar sobre todos esses contratos não escritos, inconscientes."

Por Stanley Rosner e Patricia Hermes.
Em O Ciclo da auto-sabotagem:
Por que repetimos atitudes que destroem nossos relacionamentos e nos fazem sofrer. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Estresse no trabalho pode levar funcionário ao colapso


Alta competitividade no mercado e prazos curtos para conclusão de trabalhos. Instabilidade no cargo e falta de perspectivas. Metas intangíveis. Rotinas que superam oito horas diárias no trabalho, muitas vezes sem pausas.
Falta de privacidade no ambiente profissional. Desentendimentos com colegas e assédio moral. Insatisfação com salários. Pressão exercida pelos chefes. São vários os fatores que levam a circunstâncias consideradas estressantes no ambiente corporativo.
O que pouca pessoas sabem é o que o estresse realmente significa. A psicóloga especialista no assunto e presidente Isma-BR, filial brasileira da Associação de Prevenção e Treinamento do Estresse (International Stress Management Association) Ana Maria Rossi, explica:
- É um conjunto de reações do corpo a situações inesperadas, que podem ser boas ou ruins. As maléficas tendem a se prolongar.
Nos casos de prolongamento surgem os problemas, especialmente no local de trabalho.
Segundo estudo da Isma-BR, 70% da população economicamente ativa do país vive sob a influência do estresse. Por causa de prejuízos à saúde relacionados a esse mal, 28 mil pessoas tiraram licença médica no Instituto Nacional do Segura Social (INSS) de janeiro a agosto deste ano, um crescimento de 20% em relação aos oito primeiros meses do ano passado. Uma maneira de controlar o estresse no ambiente profissional é tirar períodos de repouso durante o turno.
É o que faz Neivaldo José Silva, 48 anos, 25 deles dedicados à profissão de controlador de voo. Sua jornada diária é de oito horas, mas ele aponta a importância do descanso.
- O controlador deve trabalhar, no máximo, duas horas ininterruptas. O nível de atenção é muito alto, o aparelho parece um videogame e, neste jogo, vidas estão envolvidas.
Para ficar zen...
- Tente, se possível, identificar e resolver, ou então, evitar o fator desencadeante.
- Identifique se a sua reação ao fato não está sendo desproporcional;
- Faça regularmente uma atividade física, que promove a liberação de substâncias  responsáveis pela sensação de bem-estar (endorfinas);
- Busque técnicas de relaxamento (ioga, meditação, alongamento);
- Saia com os amigos;
- Tire férias regularmente;
- Evite o consumo exagerado de álcool, fumo e comidas gordurosas.

Por Correio Braziliense
Diário Catarinense
(9 de outubro de 2011)


Inúmeros casos de estresse acabam não sendo "trabalhados", e as situações acontecem e são levadas de casa para o trabalho, e do trabalho para a casa, e em diversas situações no dia a dia. O que, é importante lembrar que causa mau funcionamento ou rendimento pessoal, em qualquer das situações.
Em pesquisa de campo realizada com as amigas Psicólogas Bruna Zilda e Karine Maiato, nas dependências do Complexo dos Bombeiros Militares em uma cidade na região Sul de Santa Catarina, pude constatar o quão é importante que eles tenham um acompanhamento, pois são acometidos à situações consideradas desencadeadoras de estresse.
Assim como diversos outros profissionais, funcionários e qualquer pessoa está acometida a alguma situação que pode vir a desencadeá-lo.
Vale lembrar que alimentação saudável, vida social, relaxamento, exercício físico, acompanhamento psicológico contribuem e muito para a diminuição do estresse.
Tenho alguns projetos na área, qualquer dia publico mais sobre eles.

Por Mariane Reinaldo Duarte
Psicóloga CRP 12/ 10615

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Solte suas emoções!


Pesquisas revelam o benefício da expressão dos sentimentos na vida pessoal e
profissional e os danos para quem guarda tudo para si.
por Carina Rabelo

Há um preconceito enraizado contra a livre expressão das emoções na cultura ocidental. Quem demonstra angústia, raiva, alegria excessiva ou medo, tanto no trabalho como na vida pessoal, é considerado passional, irracional, frágil e despreparado para enfrentar a realidade da vida. É aquele que não aprendeu a domar os seus sentimentos e a desenvolver aquilo que nos diferencia dos animais: a racionalidade. Hoje, fala-se muito em inteligência emocional, mas nem todos entendem o seu real significado. Não se trata de adestrar o comportamento e suprimir os impulsos para atingir objetivos, mas identificar (e aceitar) a manifestação das emoções mais primárias, inclusive as desconfortáveis. 
Pesquisas recentes comprovam a importância do reconhecimento e da expressão das emoções - até as negativas. Levantamento da Harvard Medical School, dos Estados Unidos, concluiu que quem reprime frustrações tem três vezes mais chances de se tornar vulnerável no trabalho.
"As pessoas consideram a raiva como uma emoção terrivelmente perigosa e encorajam a prática do pensamento positivo", explica o autor da pesquisa, George Vaillant, que entrevistou 824 profissionais e acaba de divulgar o estudo. "Mas a raiva pode ajudar as pessoas a se tornarem mais assertivas e com uma facilidade maior para se posicionarem", diz Vaillant, os profissionais que falam o que pensam conquistam o respeito dos seus pares e têm mais chances de receber uma promoção.
Um estudo realizado nos Estados Unidos pela Columbia Business School, pela California University e pela Duke University defende que as emoções podem ser mais confiáveis do que a razão em momentos de decisão. Publicada no mês passado, a pesquisa O papel das emoções nas escolhas sustenta que os sentimentos são um conjunto de programas que nos ajudam a resolver problemas recorrentes, como por quem vamos nos apaixonar ou se devemos escapar de um predador.
"As opções emocionais têm mais consistência do que as fundamentadas nos processos cognitivos", afirma o coordenador do estudo, On Amir, da California University. "Se uma pessoa compra uma casa com base em atributos racionais, como valor de revenda, provavelmente não ficará satisfeita em morar nela. O coração é mais confiável do que a razão pura na garantia da felicidade a longo prazo", diz.
Em outubro do ano passado, um trabalho da Columbia University comprovou que quem negocia com emoção ganha mais dinheiro. Os pesquisadores Andrew Stephan e Michel Tuan Pham dividiram duas equipes em laboratório. Uma deveria negociar com a razão, e a outra, com os sentimentos. "O segundo grupo demonstrou mais prazer em executar a atividade, vendeu de forma mais simples, a preços mais baixos, mas em maior quantidade. Os racionais venderam menos e mais caro", afirma Pham.



BLOQUEIOS Adriana Sabbag
recuperou a afetividade depois de
enfrentar conflitos pessoais, que
esfriaram sua relação com a família.






A apologia à racionalidade ignora o poder dos sentimentos. São eles que levam o indivíduo à ação, permitem sonhar, possibilitam o afeto, a generosidade e conduzem o mundo às grandes
mudanças ideológicas. "Toda emoção deve ser vivida até o fim, sem supressão ou substituição", defende o psiquiatra José Maria Martins, Ph.D. em psicologia clínica e autor do livro A lógica das emoções. Até à saúde elas fazem bem. Estudo do ano passado do departamento de psiquiatria da Wisconsin University, nos Estados Unidos, comprovou que os tímidos são mais suscetíveis ao stress. A dificuldade em colocar para fora os sentimentos os torna mais ansiosos, mesmo em situações simples e seguras.
Há uma certa unanimidade sobre os benefícios da expressão de emoções positivas, como felicidade, amor, alegria, prazer, entusiasmo. Mas, quando se fala em raiva, ódio, angústia, mágoa, ressentimento, há um consenso implícito de que elas devem ser escondidas, evitadas. As pesquisas estão derrubando esta crença e os psicólogos afirmam que as emoções negativas têm o seu valor (leia quadro à dir.). "Quando a pessoa não reconhece um sentimento ruim em si mesma, por medo da crítica ou por perfeccionismo, ela explode lá na frente em ações negativas", afirma a psicóloga Madalena Cabral Rehder.
O local de trabalho costuma ser visto como o ambiente menos propício para manifestar
sentimentos. "A estratégia das organizações de fixar metas e objetivos para os funcionários criou uma disciplina de comportamento que condena a expressão das emoções individuais", avalia Antônio Valverde, professor de filosofia da PUC-SP. "Por isso, há tanta monotonia, pouca solidariedade e escassa criatividade nas empresas."
Mesmo com a lógica da racionalidade, não faltam exemplos de quem alcançou o sucesso
profissional vivenciando as emoções. A publicitária Valéria Ordonhez, 42 anos, tornou-se diretora de atendimento da agência de propaganda Young & Rubicam sem abrir mão da sua personalidade. "A sinceridade é o melhor caminho para se estabelecer relações pessoais e profissionais duradouras", aposta. Aos 22 anos, foi contratada como assistente no setor de pesquisa da agência. Com carisma, competência e sem deixar de dizer o que pensa, Valéria foi promovida ao atendimento, gerenciando grandes clientes como LG, Colgate-Palmolive e Goodyear. A estratégia foi adquirir a confiança da equipe, criando um vínculo afetivo com as pessoas no trabalho e amizade com alguns anunciantes.
IRREVERÊNCIA Sem medo de dizer o que pensa e com muito bom humor, Valéria Ordonhez construiu uma sólida carreira em publicidade
"Toda profissão lida com relações entre pessoas. A melhor forma de nos comunicarmos com elas é identificando o que as emociona e mostrando o que nos emociona", diz a publicitária - ela já chegou a dançar e cantar para vender uma campanha a um grande anunciante. Para Valéria, cargos de chefia exigem profissionais decididos, que saibam defender as suas ideias e deixem a emoção fluir. "Tem de se impor e dizer o que pensa.
Os muito racionais perdem grandes oportunidades. É a emoção que nos ajuda a enxergar os
caminhos alternativos aos problemas", acredita. Não é como age boa parte das profissionais. Uma pesquisa realizada com 1.503 latino-americanas entre 18 e 35 anos, encomendada pela Rexona e recém-divulgada, revela que 65% procuram deixar de lado as emoções no trabalho. As brasileiras são as mais racionais: 83% agem desta forma.
Nas grandes empresas, a emoção é um ativo valorizado hoje em dia, um dos pontos altos dos
questionários de avaliação. "Não há mais o interesse pelo funcionário robótico, em quem ninguém confia por não saber o que ele pensa", afirma o consultor de recursos humanos Luiz Wever. "A pessoa tem de assumir aquilo que é e as suas ideias, e aqueles que almejam cargos de gestão, precisam aprender a dar valor às pessoas ao seu redor."
Pesquisa da Universidade de Economia de Washington, nos Estados Unidos, confirma a tendência e mostra que os emocionalmente ambivalentes são mais inovadores. Após entrevista com 140 estudantes, o estudo indicou que quem tem emoções positivas e negativas ao mesmo tempo é mais criativo do que quem se sente apenas feliz ou triste ou não sente nada. "Isso ocorre porque as pessoas ambivalentes desenvolvem habilidades criativas para lidar com o ambiente", diz Christina Fong, autora do estudo. A sensibilidade para reconhecer associações pouco usuais, dificilmente detectadas pelos muito felizes ou tristes, é o que favorece a criatividade no trabalho.
A supressão das emoções pode ser uma tarefa árdua para quem lida com profissões que exigem racionalidade extrema. O médico Bernardo Entschev, 39 anos, especializouse em neurocirurgia craniofacial, área de técnica muito apurada e total pragmatismo. "A sensibilidade não é treinada no curso de medicina. Na execução das cirurgias, o profissional deve deixar as suas emoções de lado para não interferir no procedimento", conta. Aos 30 anos, resolveu mudar de profissão. "Queria exercer uma atividade que me permitisse maior contato com as pessoas, estar mais próximo ao comportamento humano", diz ele. Foi quando decidiu ingressar na área de consultoria em recursos humanos. A nova profissão trouxe para fora as emoções contidas. "Aprendi a dar valor ao 'obrigado', 'bom-dia', 'como você está'. Mostrar às pessoas que me importo com elas, dar o mínimo de atenção", diz ele. "Isto não é comum entre os médicos, que vivem isolados."

REVIRAVOLTA Para ter um contato mais
próximo com as pessoas, o
neurocirurgião Bernardo Entschev trocou
a medicina pela área de recursos
humanos

Se os sentimentos são importantes até no trabalho, no ambiente familiar são cruciais. "Pais que não falam sobre as suas emoções em casa contribuem para que seus filhos tenham bloqueios emocionais durante toda a vida", afirma Ângela Elizete Herrera, terapeuta de família e
pesquisadora do Núcleo de Pesquisa e Estudo da Família, da PUC-SP. A administradora Janaina Bauer Lemos, 35 anos, é um exemplo. Como mãe, reproduziu com os filhos o modelo de frieza da infância. "Não consigo abraçar e beijar os meus filhos ou falar de sentimentos com eles. Não posso dar aquilo que nunca tive", revela. Janaina não é a única. Há três anos, a advogada Adriana Sabbag, 39 anos, enfrentou as angústias do bloqueio afetivo quando nasceu o seu primeiro filho. Teve depressão pós-parto e até hoje passa por dificuldades para restaurar a emotividade com a família. "Não consigo estar inteira com eles. Tenho pouco tempo para o meu filho e muito trabalho", diz ela, que atribui parte do
problema às dificuldades vividas durante a gestação, quando o marido foi transferido para outra cidade. Sem apoio da família, teve de se dirigir sozinha para a maternidade no dia do parto. E não consegue perder os 15 quilos adquiridos com a gravidez. "Admito que às
vezes me falta paciência e descarrego as minhas angústias no meu filho e no meu marido", diz.
No passado, os homens eram criados para não demonstrar sentimentos, nem mesmo com os
filhos. Hoje, pais afetivos são valorizados na nossa sociedade. Na família Tavolaro é o pai que
chora, beija, abraça e se emociona com a prole. "A gente vive grudado, conheço todos os amigos deles. Saímos juntos para tomar cerveja e conversar", conta o empresário Humberto Tavolaro, 51 anos. Divorciado há 16 anos, nunca abriu mão da convivência com eles. "Quando eram crianças, me visitavam todas as quartas-feiras e nos fins de semana.
Dormíamos todos juntos numa cama de casal. Eu no meio, um filho do lado esquerdo, o outro do direito e a menina no meu peito. Era o máximo", conta Humberto, presença certa em campeonatos de futebol e apresentações de balé. Durante sessões de terapia familiar, Humberto teve um exercício desafiador no papel de filho. Escrever uma carta ao seu pai e expressar todas as emoções guardadas ao longo dos anos. "Achei que seria superfácil, mas, na hora, vi quanto é difícil falar para as pessoas que amamos quando supomos que elas já sabem disso."
Escrever tem suas vantagens. Estudo da California University, de 2007, revela que colocar
sentimentos em palavras produz efeito terapêutico no cérebro, pois parte da emoção já é liberada no papel. "Quando se escreve a palavra raiva, há uma diminuição da resposta da sensação na amídala", diz Matthew Liberman, autor da pesquisa. "O que torna a emoção algo negativo é justamente a supressão da sua primeira manifestação", afirma o psiquiatra José Maria Martins.
"O acúmulo de feridas deriva em emoções secundárias, que desencadeiam ações
negativas." Segundo ele, a raiva não expressada transforma-se em ressentimento ou, se
acompanhada de culpa, pode levar a uma depressão. O medo negado torna-se ansiedade
crônica, a tristeza vira apatia e a afeição não manifestada deteriora-se em sentimentalismo. Por isso, negar as emoções é negar a essência do que nós somos: humanos.

Artigo retirado do site: 
Publicado na revista Isto é,  em 16/04/2009.

domingo, 2 de outubro de 2011

indo com o vento...


O dente-de-leão, que belo símbolo de desprendimento, talvez a primeira ideia que vem a nossa mente é que tudo se perdeu para esta frágil planta, foi-se, que flor gostaria de ter suas pétalas despedaçadas arbitrariamente pelo vento? Ou quem de nós gostaria de ter suas mais profundas ostentações levadas pela dureza da vida. Ostentações, sim, ostentações, temos a tendência de nos apegarmos às nossas mais lindas qualidades, guardá-las para nós, temos tanto medo de dar, de simplesmente nos deixar levar pelos ventos que trazem não apenas a confusão, mas também a possibilidade de espalharmos tudo aquilo que temos de bom ...
Mirando o exemplo da pequena dente-de-leão, sou levado a pensar no quanto essa pequena flor se entrega a fim de que sua semente se propague, ela é capaz de desnudar-se para que sua beleza se estenda, tem a habilidade de resignar-se diante do temeroso vento com o propósito de deixar um belo legado. Mirando a mim mesmo, pergunto-me: sou capaz de servir-me do exemplo da pequena dente-de-leão, permitir que as minhas pétalas que me servem de proteção ofereça beleza a outros, mas o que me diriam se todas as minhas belas qualidades de mim se esvaíssem, ou pior, como poderia suportar a minha nudez exposta?

Os ventos são inevitáveis, são necessários, do contrário as belas dente-de-leão seriam apenas espécies em extinção, sua descendência não encontraria eco se as mesmas fossem egoístas, conservando-se para uma morte marcada pela murchidão... O mesmo acontece conosco, se não permitirmos que os ventos que vem ao nosso assalto nos leve aquilo que há de mais precioso, de modo nenhum espalharemos a semente do que há de mais belo em nós. Só através do amor somos capazes de dar, porque foi uma semente de amor derramada na dura terra de nosso coração regada pelo mais precioso sangue que hoje nos possibilita estarmos aqui, aguardando a nossa vez de liberarmos nossas sementes capazes de encher a terra com o perfume das mais belas flores espalhando a alegria, matéria-prima de nossa formação!

*Achei o texto formidável.
Belas palavras.
Tirei de uma leitura do blog de eddyeshua.blogspot.com

Ótima semana a todos!